segunda-feira, maio 27, 2013

Benditos sejam


Vivam os malditos
Seus deboches e desdéns
O sacrosanto sarcasmo        
A predileção pelo avesso


Vivam os malditos
Da verdade escancarada
Do verbo dilatado
Polêmica tatuada no DNA 

Vivam os malditos
Seu gosto agridoce pelo incomum
O fardo pesado embalado
O óbvio sempre rejeitado

Vivam os malditos
E suas poesias feitas de lágrimas, sangue e semên
Sua autenticidade pungente
Sua marginalidade latente

Vivam os malditos
Para quem ousadia não é escolha
Guiados pela incerteza
Cientes de sua natureza extraordinária

Vivam os malditos
E suas sombras 
O medo do velado
O autêntico despudorado

Vivam os malditos
E seus amores intensos
Suas loucuras vis
Sua entrega descomunal

Vivam os malditos
De Baudelaire a Chacrinha
De Clarice a Nelson Rodrigues
De Cazuza a Itamar Assunção
De mim a você

Camm

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